HQ e Ponto
HQ e Ponto
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Efêmera Cidade, assista o vídeo documentário.
O vídeo documentário Efêmera Cidade faz um percurso esclarecedor a respeito da Arte Urbana ou Arte de Rua principalmente na Cidade de São Paulo. Através de depoimentos e entrevistas de alguns Artistas o documentário apresenta observações bastante pertinentes com muita sensibilidade sobre a efemeridade da Arte de Rua, exposta às ações das intempéries, deixadas à própria sorte para serem vistas ou ignoradas, preservadas ou até mesmo degradadas, apagadas, alteradas. Por fim inevitavelmente, uma comparação da situação da Arte Urbana com a própria situação da Cidade e seus Habitantes que em algum momento estão expostos ao estado de rua, em algum momento o abandono acaba por se fazer presente.
Efemeracidade, 2013 - São Paulo - Roteiro de Wendell Sacramento, Direção de Wendell Sacramento e Fellipe Mandu, Direção de Fotografia de Rodrigo Duarte. Edição de Fellipe Mandu.
Então não perca tempo e clica no link abaixo:
terça-feira, 27 de agosto de 2013
vídeo-documentário Efemera Cidade, metáforas do abandono.
Entre os dias 06 de abril de 2013 e 10 de maio de 2013, acompanhado pelos amigos do curso de Audiovisual do Centro Universitário Senac, participei de uma coleta de depoimentos e imagens da arte urbana sobretudo em São Paulo. Foram entrevistados Daniel Melim e Michel CenaSete em São Bernardo do Campo - ABC paulista - em uma tarde que rendeu muito, por sinal era o dia de inauguração da Expo Coalisão de Daniel melim e Fábio A na Nano Galeria.
No Jardim Primavera, zona sul de são paulo entrevistei Daniel Bazco, artista urbano que acompanhamos uma saída sua para pintar, surgindo a partir daí um material muito revelador sobre o grafite, suas definições e os pormenores que o englobam.
No Centro Cultural São Paulo entrevistamos Law Tissot, artista punk da cidade de Rio Grande, onde em uma conversa objetiva falamos sobre a arte urbana, suas relações com o efemero e como o artista relaciona-se neste contexto. Por fim após dois dias de um verdadeiro live painting, onde executei visualmente uma retratação da vida da arte urbana, as sobreposições de arte sobre arte, os atropelos, o cinza que sempre é aplicado dando fim às arte murais da cidade, produzimos um material usada na abertura inicial, e ao final da tarde entrevistamos Clark Ars, artista paulistano que faz do stêncil um veículo rápido para se comunicar.
A Direção de Fotografia e a Edição de Som ficou a cargo do fotógrafo e sound designer Rodrigo Madeira, a Produção, Edição e operação de câmera sob a batuta de Fellipe Mandu, a Assistência de Fotografia com Pedro Tomin. Roteiro e Direção por este que vos escreve, Wendell Sacramento e a Direção de Arte compartilhada de Fellipe Mandu e Wendell Sacramento.
O video-documentário foi exibido em sua estréia no aniversário de 10 anos do Ponto de Cultura ArtEstação na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul e em breve estará on-line em canal do Vimeo e Youtube. Por ora algumas fotos para que vocês possam apreciar um pouco do visual do Vídeo-Documentário Efemera Cidade.
Acima um clássico atropelo ou "Bomb".
Law Tissot
O Lambe-lambe enquanto intervenção artistíca na cidade.
Sob as camadas de tintas do grafiteiro Daniel Bazco, a bandeira do Brasil.
A arte urbana habitando os muros, nascendo e morrendo nas ruas, acompanhada geralmente da própria exclusão social, de onde origina-se muitas vezes a própria razão da arte urbana. Nas palavras de Michel CenaSete "O Grafite é a metáfora do abandono..."
Efemeracidade, 2013 - 24 min.quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
FANZINE AISTHÉSIS #5
O Fanzine Aisthésis #5 é o meu projeto a ser desenvolvido nessas próximas semanas, neste a experimentação gráfica presente nos outros continua sendo ingrediente, mas não mais o único.
Para este já é certo um projeto de HQ explorando esses mundos fantásticos e personagens enigmáticos dos quais gosto muito.
O desenvolvimento de outras possibilidades narrativas é uma atividade a qual tenho me dado o desfrute, mas em AISTHÉSIS #5 penso em estabelecer uma linearidade, construir um sentido mais elaborado e de alguma forma ajustar o que já foi explorado nas edições anteriores do Zine, sob uma ótica já mais amadurecida.
No que diz respeito às opções estéticas e técnicas, sigo com o que aprimorei desta breve incursão, e mais todo o feedback de minha experiência com o Entreato Utópico Tardio, lançado em dezembro de 2012.
Fique com imagens de desenvolvimento de processos dos números anteriores do Fanzine Aisthésis e outras ilustrações.
Minha homenagem ao mestre Moebius, à Niemayer e um salve ao companheiro da Cidade Cyber, Law Tissot.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Aniversário da Gibiteca de Santos
A Gibiteca de Santos completa 20 anos e comemora com uma programação especial !
ABERTURA - LANÇAMENTO
Dia 7/12, às 19h.
Abertura da exposição e lançamento do livro ‘As Melhores Mentirinhas #1’ de Fábio Coala Cavalcanti;
WORKSHOP E LANÇAMENTO
Dia 8/12, às 16h.
Workshop ‘Web Comics’ com Fábio Coala Cavalcanti;
Dia 8/12, às 18h.
Sessão de autógrafos do Livro ‘Astronauta - Magnetar’ da Panini e Maurício de Souza Produções com Danilo Beyruth e Sidney Gusman;
FANZINADA
Dia 9/12 das 14h às 17h.
Exposição com Fabio Gava, Cledson Bauhaus e Fabi Menassi
Debate sobre o Dia Nacional do Zine com Gazy Andraus
Mostra e distribuição de zines(fanzinada)
Debate sobre Publicação Independente com Thina Curtis, Fernanda de Aragão e Wendell Sacramento
CINE HQ
Dia 9/12 a partir das 17h.
Cine HQ – Exibição do filme: “The Avengers – Os Vingadores”.
Debate – Tema: “Os Vingadores e a influência do cinema na indústria dos quadrinhos”.
Convidados:
André Azenha (Crítico de cinema e editor do site do CineZen e CulturalMente Santista)
Alexandre Barbosa – Bar (Professor, Ilustrador e Mestre em Quadrinhos)
André Rittes (Jornalista, professor e Mestre em Quadrinhos)
Vinicius Carlos Vieira - mediador (Crítico de cinema e editor do site CinemAqui).
A Gibiteca Marcel Rodrigues Paes fica no Posto 5, na praia do Boqueirão, e funciona de segunda a sábado das 9h às 19h e aos domingos das 9h às 14h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3288-1300.
Muito conhecida por ter um considerável acervo com mais de 20 mil exemplares de mangás, HQs e até mesmo gibis raros das décadas de 30 e 40, a gibiteca Marcel Rodrigues Paes promove um grande evento para comemorar os seus 20 anos de estrada que acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de dezembro.
A programação do evento conta com a presença de vários artistas do humor nacional e da nova geração de quadrinhos, promoverá debates entre fanzineiros e bate papo com críticos do cinema. Entre os convidados estão Fábio Coala e Danilo Beyruth.
Dia 7/12, às 19h.
Abertura da exposição e lançamento do livro ‘As Melhores Mentirinhas #1’ de Fábio Coala Cavalcanti;
WORKSHOP E LANÇAMENTO
Dia 8/12, às 16h.
Workshop ‘Web Comics’ com Fábio Coala Cavalcanti;
Dia 8/12, às 18h.
Sessão de autógrafos do Livro ‘Astronauta - Magnetar’ da Panini e Maurício de Souza Produções com Danilo Beyruth e Sidney Gusman;
FANZINADA
Dia 9/12 das 14h às 17h.
Exposição com Fabio Gava, Cledson Bauhaus e Fabi Menassi
Debate sobre o Dia Nacional do Zine com Gazy Andraus
Mostra e distribuição de zines(fanzinada)
Debate sobre Publicação Independente com Thina Curtis, Fernanda de Aragão e Wendell Sacramento
CINE HQ
Dia 9/12 a partir das 17h.
Cine HQ – Exibição do filme: “The Avengers – Os Vingadores”.
Debate – Tema: “Os Vingadores e a influência do cinema na indústria dos quadrinhos”.
Convidados:
André Azenha (Crítico de cinema e editor do site do CineZen e CulturalMente Santista)
Alexandre Barbosa – Bar (Professor, Ilustrador e Mestre em Quadrinhos)
André Rittes (Jornalista, professor e Mestre em Quadrinhos)
Vinicius Carlos Vieira - mediador (Crítico de cinema e editor do site CinemAqui).
A Gibiteca Marcel Rodrigues Paes fica no Posto 5, na praia do Boqueirão, e funciona de segunda a sábado das 9h às 19h e aos domingos das 9h às 14h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 3288-1300.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Divagações sobre um universo chamado Fanzine.
No que refere-se a quantidade, o que podemos produzir [ou desproduzir, pois toda descontrução resulta em uma nova construção ] por nossos próprios méritos e meios chega a beirar o imensurável, aquilo que embora possa ser estimado e suposto não tem uma numeração exata em termos absoluto. O fanzineiro transita nesse espaço. Transita nesse e em muitos outros, pois a filosofia Do it yourself não é um limite, um campo onde as ações da livre iniciativa de pessoas que por si só e por seus meios e contatos põe em prática idéias e ideais, desenvolvem a si próprias enquanto fazem o que propõe-se a fazer e fazendo assim abrem espaço para que outros o façam.
O fanzineiro, este dito cujo que produz aquilo que gosta a partir do que gosta, que explora as possibilidades da caixa preta do Flusser, assim assumindo uma certa camaradagem com um texto teórico onde em resumo entende-se que uma pessoa pode interagir com determinado aparato de três diferentes modos :
- 1 Usando o Aparato conforme as capacidades e possibilidades para o qual foi criado dentro dos limites oferecidos pelo aparato.
- 2 Entendendo o funcionamento do aparato e a partir daí explorar sua capacidade e suas possibilidades de forma um tanto quanto mais eficaz.
- 3 entender ou não o funcinamento do aparato, porém modifica-lo e partir daí criar um aparato outro com possibilidades outras e então a brincadeira começa.
É lógico que embora use-se tanto a expressão " infinitas possibilidades " sabe-se que estas não são infinitas, são múltiplas, pois todo meio tem a sua limitação. Flusser aborda o que acima foi mencionado e muito mais em Filosofia da caixa preta , inclusive a limitação do aparato tecnológico. Embora o texto volte-se para a fotografia e o cinema, para o fanzineiro este texto serve perfeitamente já que este lida em alguns instantes e na maior parte do tempo com imagem fotocopiadas.
Voltando ao tema proposto no titulo da postagem, notei que o fanzine - contração das palvras Fanatic e Magazine que significa aquilo que é feito pelo fã e blá blá blá - é primeiro um resultado de uma interatividade com uma obra que inicialmente podia ser fechada, ou seja, sua significação já estava dada pela sua existência e não precisava da ação externa de outro para que de fato tornar-se completa. O fã interage de uma forma que prolonga esse fechamento e o inclui dentro do meio em que ele já está inserido, o fato de gostar de determinada Banda é uma coisa, gostar, adquirir as produções da banda, ir a todos os shows é uma outra vivência, porém gostar, saber como funciona e a partir disso interagir com o universo construído por essa banda seja difundindo essa experincias e outras relacionadas ou recriando-se enquanto sujeito protagonista é uma terceira possibilidade.
O fã faz coisas, o fã zune - parafraseando Edgard Guimarães - e usualmente é percebido ou ouvido, mas para ele não importa ser ou não ouvido, pois se o que ele faz usando de sua liberdade de interagir com algo tornar-se uma coisa outra, diferente daquela da qual está interagindo, ele torna-se uma outra coisa que não é é esse fã sobre o qual estamos falando. o Nome fã na verdade não me é agradável para identificar estes rostos muitas vezes escondidos na multidão e em meio a rede de informações, Fanzineiro por outro lado identifica um fão que produz, e abre possibilidades de observar e entender outras relações - se há algo a ser entendido , às vezes basta entregar-se ao delírio cotidiano - daquele que produz, e do que produz.
Se o Fanzineiro parte de um território que não é o seu e não se coloca como autor - coisa de Foulcalt , e acredite não é texto cabeça demais não ! Leia que vale a pena ! - pois aquilo que ele está veiculando não partiu dele mas partiu por ele, qual o fechamento dado? Resenhas sobre publicações fecham-se em si próprias ou induzem a um contato com as publicações resenhadas?
Analizando que o Fanzineiro pode colocar-se numa função-autor - o meu caso e o de outros colegas - e embora a idealização de conteúdo venha de suas subjetivides, é óbvio e evidente que esta subjetividade não provém de um campo de discursividade, vem dee experiências e vivências que não subjeções minhas ou de meus colegas, porque quando se tem cntato com o material resultante não há efetivamente um autor, há o exercer de uma função autor, que é dividida com o leitor.
O fanzineiro transita este meio e sente-se cnfortável, sinto-me confortável em trabalhar em coisas que não me pretencem e não pertencem a ninguém pois todods tem parte e e nelas existem o exercer da inteligência coletiva.
Embora o fanzine originalmente provenha do exercicio sobre suportes fisícos, papel, plástico, tecidos e outros materiais não é a propriedade do suporte que o define, tampouco a sua definição venha a ser do fato dele ser ou não dedicado à algo assim como o fã é - revistas sobre celebridades não são fanzines - ou do fato de ser xerocopiado. A definição do que é um Fanzine é um chover no molhado é como análisar se algo é ou não uma obra de arte, visto que se aceitarmos que tudo é arte então não teremos a necessidade de a arte existir, agora afirmar que algumas coisas são e outras não implica em relações a serem discutidas que geralmente tendem a enriquecer e a contribuir com o meio pelo qual veiculou-se.
No fanzine encontra-se virtualizado possibilidades, potencialidades do fanzineiro atingir um estado outro, se ao fanzineiro é atribuído a injusta alcunha de amador, já está virtualmente implicito neste meio a possibilidde de profissionalização, mas aí trazemos a questão: E quanto a entusiastas do meio, cujo conhecimento segue além da prática, artistas que habitam o meio da livre iniciativa para não renderem-se ao modelo instaurado pelo capital ? Não são amadores e o nível qualitativo do que desenvolvem botam no chinelo publicações tidas como profissionais, e neles vê-se claramente a realização das potencialidades antes mencionadas.
Se o que é virtual encontra-se presente nesse material, e percebemos que virtual não é necessariamente o mesmo que digital, mas aquilo que está em estado de Devir. o que pode vir a ser, muitos fanzineiros usam justamente desse estado de devir para alimentarem seus trabalhos, " poderia vir a ser uma revista periódica publicada pela editora tal e com a colaboração do desenhista tal, roteirista X e render muita grana para esse autor Y , mas não é" - porém poderia ser - e em cima dessa constatação as coisas adquirem uma configuração diferente daquelas às quais estamos acostumados.
Essa configuração que pressupõe a existência de técnicas é justamente a presença de um estado de percepção, o contato com coisas em estado de devir proporcionam sensações e percepçoes diferentes daquelas em estado atualizado, realizado, presente, não que nestas não haja possibiliddes virtualizadas, mas pelo fato do tratamento dado mascararem essas possibilidades. O fato de perceber a técnica, compreendê-la e dela fazer uso já é um estado de percepção.
Dentro do fanzine, quase sempre estas possibilidades permanecem latentes, o estado de percepção do fanzineiro não termina nele próprio, o material resultante é como uma receita, um guia para caminharmos no mesmo sentido e quiçá experimentarmos de experiências similares, embora seja um território sem mapeamento, há sempre espaços já percorridos e com indicações.
Cada Fanzine é um documento de satisfações de desejos ou de condições reais intrinsecas ao assunto em questão ... e como as minhas costas estão doendo e o efeito do que quer que seja que eu tenha experimentado já p\ssou, não vou colocar por ora link do Pierre Lévy, do Deleuze , Goethe, Umberto Eco, Walter Benjamin , Gazy Andraus, Calazans e outros tantos, mas com certeza se você digitar esses nomes numa busca você encontrará textos muito massa pra enriquecer tua massa encefálica com informações utéis e que te aquiescerá quando estiveres só assando o peru de natal que se aproxima e é nisso que todo mundo começa a pensar...aqui em casa já se fala nisso... eita!
P.S, o E.U.T - Entreato Utópico Tardio - meu zine em formato de obra aberta de 2° grau e talvez de 3º dependendo de você - que custa 10 Reais - poderá ser adquirido entrando em contato comigo pelo sacrawendell@gmail.com .
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