HQ e Ponto

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Divagações sobre um universo chamado Fanzine.


No que refere-se a quantidade, o que podemos produzir [ou desproduzir, pois toda descontrução resulta em uma nova construção ] por nossos próprios méritos e meios chega a beirar o imensurável, aquilo que embora possa ser estimado e suposto não tem uma numeração exata em termos absoluto. O fanzineiro transita nesse espaço. Transita nesse e em muitos outros,  pois a filosofia Do it yourself  não é um limite, um campo onde as ações da livre iniciativa de pessoas que por si só e por seus meios e contatos põe em prática idéias e ideais,  desenvolvem a si próprias enquanto fazem o que propõe-se a fazer e fazendo assim abrem espaço para que outros o façam.
O fanzineiro, este dito cujo que produz aquilo que gosta a partir do que gosta, que explora as possibilidades da caixa preta do Flusser, assim assumindo uma certa camaradagem com um texto teórico onde em resumo entende-se que uma pessoa pode interagir com determinado aparato de três diferentes modos :
 - 1 Usando o Aparato conforme as capacidades e possibilidades para o qual foi criado dentro dos limites oferecidos pelo aparato.
- 2 Entendendo o funcionamento do aparato e a partir daí explorar sua capacidade e suas possibilidades de forma um tanto quanto mais eficaz.
- 3 entender ou não o funcinamento do aparato, porém modifica-lo e partir daí criar um aparato outro com possibilidades outras e então a brincadeira começa.
É lógico que embora use-se tanto a expressão " infinitas possibilidades "  sabe-se que estas não são infinitas, são múltiplas, pois todo meio tem a sua limitação. Flusser aborda o que acima foi mencionado e muito mais em Filosofia da caixa preta , inclusive a limitação do aparato tecnológico. Embora o texto volte-se para a fotografia e o  cinema, para o fanzineiro este texto serve perfeitamente já que este lida em alguns instantes e na maior parte do tempo com imagem fotocopiadas.
Voltando ao tema proposto no titulo da postagem, notei que o fanzine - contração das palvras Fanatic  e Magazine que significa aquilo que é feito pelo fã e blá blá blá  - é primeiro um resultado de uma interatividade com uma obra que inicialmente podia ser fechada, ou seja, sua significação já estava dada pela sua existência e não precisava da ação externa de outro para que de fato tornar-se completa. O fã  interage de uma forma que prolonga esse fechamento e o inclui dentro do meio em que ele já está inserido, o fato de gostar de determinada Banda é uma coisa, gostar, adquirir as produções da banda, ir a todos os shows é uma outra vivência, porém gostar, saber como funciona e a partir disso interagir com o universo construído por essa banda seja difundindo essa experincias e  outras relacionadas ou recriando-se enquanto sujeito protagonista  é uma terceira possibilidade.
O fã faz coisas, o fã zune - parafraseando Edgard Guimarães - e usualmente é percebido ou ouvido, mas para ele não importa ser ou não ouvido, pois se o que ele faz usando de sua liberdade de interagir com algo tornar-se uma coisa outra, diferente daquela da qual está interagindo, ele torna-se uma outra coisa que não é é esse fã sobre o qual estamos falando. o Nome fã na verdade não me é agradável para identificar estes rostos muitas vezes escondidos na multidão e em meio a rede de informações, Fanzineiro por outro lado identifica um fão que produz, e abre possibilidades de observar e entender outras relações - se há algo a ser entendido , às vezes basta entregar-se ao delírio cotidiano -  daquele que produz, e do que produz.
Se o Fanzineiro parte de um território que não é o seu e não se coloca como autor - coisa de Foulcalt , e acredite não é texto cabeça demais não ! Leia que vale a pena ! - pois aquilo que ele está veiculando não partiu dele mas partiu por ele, qual o fechamento dado? Resenhas sobre publicações fecham-se em si próprias ou induzem a um contato com as publicações resenhadas?
Analizando que o Fanzineiro pode colocar-se numa função-autor  - o meu caso e o de outros colegas - e embora a idealização de conteúdo venha de suas subjetivides, é óbvio e evidente que esta subjetividade não provém de um campo de discursividade, vem dee experiências e vivências que não subjeções minhas ou de meus colegas, porque quando se tem cntato com o material resultante não há efetivamente um autor, há o exercer de uma função autor, que é dividida com o leitor.
O fanzineiro transita este meio e sente-se cnfortável, sinto-me confortável em trabalhar em coisas que não me pretencem e não pertencem a ninguém pois todods tem parte e e nelas existem o exercer da inteligência coletiva.
Embora o fanzine originalmente provenha do exercicio sobre suportes fisícos, papel, plástico, tecidos e outros materiais não é a propriedade do suporte que o define,  tampouco a sua definição venha a ser do fato dele ser ou não dedicado à algo assim como o fã é - revistas sobre celebridades não são fanzines - ou do fato de ser xerocopiado. A definição do que é um Fanzine é um chover no molhado é como análisar se algo é ou não uma obra de arte, visto que se aceitarmos que tudo é arte então não teremos a necessidade de a arte existir, agora afirmar que algumas coisas são e outras não implica em relações a serem discutidas que geralmente tendem a enriquecer e a contribuir com o meio pelo qual veiculou-se.
No fanzine encontra-se virtualizado possibilidades, potencialidades do fanzineiro atingir um estado outro, se ao fanzineiro é atribuído a injusta alcunha de amador, já está virtualmente implicito neste meio a possibilidde de profissionalização, mas aí trazemos a questão: E quanto a entusiastas do meio, cujo conhecimento segue além da prática, artistas que habitam o meio da livre iniciativa para não renderem-se ao modelo instaurado pelo capital ? Não são amadores e o nível qualitativo do que desenvolvem botam no chinelo publicações tidas como profissionais, e neles vê-se claramente a realização das potencialidades antes mencionadas.
Se o que é virtual encontra-se presente nesse material, e percebemos que virtual não é necessariamente o mesmo que digital, mas aquilo que está em estado de Devir. o que pode vir a ser, muitos fanzineiros usam justamente desse estado de devir para alimentarem seus trabalhos, " poderia vir a ser uma revista periódica publicada pela editora tal e com a colaboração do desenhista tal, roteirista X e render muita grana para esse autor Y , mas não é"  - porém poderia ser - e em cima dessa constatação as coisas adquirem uma configuração diferente daquelas às quais estamos acostumados.

Essa configuração que pressupõe a existência de técnicas é justamente a presença de um estado de percepção, o contato com coisas em estado de devir proporcionam sensações e percepçoes diferentes daquelas em estado atualizado, realizado, presente, não que nestas não haja possibiliddes virtualizadas, mas pelo fato do tratamento dado mascararem essas possibilidades. O fato de perceber a técnica, compreendê-la e dela fazer uso já é um estado de percepção.
Dentro do fanzine, quase sempre estas possibilidades permanecem latentes, o estado de percepção do fanzineiro não termina nele próprio, o material resultante é como uma receita, um guia para caminharmos no mesmo sentido e quiçá experimentarmos de experiências similares, embora seja um território sem mapeamento, há sempre espaços já percorridos e com indicações.
Cada Fanzine é um documento de satisfações de desejos ou de  condições reais intrinsecas ao assunto em questão ...  e como as minhas costas estão doendo e o efeito do que quer que seja que eu tenha experimentado já p\ssou, não vou colocar por ora link do Pierre Lévy, do Deleuze , Goethe, Umberto Eco, Walter Benjamin , Gazy Andraus, Calazans e outros tantos, mas com certeza se você digitar esses nomes numa busca você encontrará textos muito massa pra enriquecer tua massa encefálica com informações utéis e que te aquiescerá quando estiveres só assando o peru de natal que se aproxima e é nisso que todo mundo começa a pensar...aqui em casa já se fala nisso... eita!
P.S, o E.U.T - Entreato Utópico Tardio - meu zine em formato de obra aberta de 2° grau e talvez de 3º dependendo de você - que custa 10 Reais - poderá ser adquirido entrando em contato comigo pelo sacrawendell@gmail.com .

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pra não perder o Costume...

Depois de uma longa semana sem fim que começou no dia que veio depois da ultima postagem, parei um pouquinho pra escrever, aqui neste espaço impróprio onde posso manter em segredo e no anonimato algumas coisas bem na presença de todos...Como me fascina! Até babo!
Igual cachorro louco, fico nesta VIBE de artes êfemeras e o carai e tchum... fico todo êfemero e o carai... e aí... Aí o Carai !
Porque é embaçado, o vidro é embaçado depois de uma puta queda de temperatura por fora e dentro o calor do bafo... embaça o oculos, o olho, as pupilas... fiz uma porrada de desenho, pensei em uma porrada de ações pra salvar o zine, coloquei por duas vezes a máscara e quase fui a rua pras minhas aventuras urbanas (conforme a definição do Law pra isso que venho fazendo aqui no HQ e Ponto ... )
Aí, eu já estava próximo do portão quando senti aquele cheiro de carne, carne assada. Era minha amabilissíma esposa...
Minha esposa estava assando, digo, ela estava asssando algo, e enquanto ela assava algo, eu lá fora nas minhas aventuras urbanas procurava pelo algo qualquer...
Recebi em casa um envelope amarelo do Zhô Bertolini, Sensacional, estamos sumÍndios ! as vezes eu sinto isso meu prezado amigo Zhô!
Nos conhecemos no I Fanzinada, e chamo de amigo, quem manda zine pelas vias êfemeras sagradas do século passado é amigo! Salve Zhô!
E aí, aí, redundantemente eu percebo que estou sumÍndio, vou sumíndio de cadiquinho em cadiquinho, dentro deste  2M x 2M onde as folhas em branco vão prenchendo-se a medida que ocupam o resto de mundo chamado Arredor... Todo mundo tem este lance chamado Arredor, é o mundo êfemero que preechemos e deixamos que preencham, e o meu está ficando saturado enquanto eu vou SumÍndio. E Gosto! gosto de ver o 2mX2m Sumíndio entre tantas artes êfemeras, Salvem o Zine !


arte do Tissot e poema da Carol.
Vou deixar aqui um salve pra todo mundo.
A Garrafa de café...
E este é a cara do amigo cyber punk! tudo bem que sem aquele toque que lhe é característica.mas voi lá!




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Fanzine Ugra Buga .

Law Tissot, irmão aisthésico fez este trabalho ducarai que você pode conferir aí neste link.... é o UGRA BUGA! mesmo!



Law TissoT. Mantenedor da Fanzinoteca Mutaçao.