quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Que venha o findo Mundo

Titulo estranho para uma postagem, e parece-me que será também uma postagem estranha - nada que já não tenha sido visto aqui - levando o que tenho em mente neste instante às 11horas e 33 minutos do dia 12 de janeiro de 2012 ... 11h34, a aura do momento já passou e não dei conta de registra-lo em sua totalidade e eessência, portanto usarei desta aura em decomposição de um anseio de expressão já passado para deixar os pensamentos traduzirem-se em imagens e palavras, com o que setou dizendo e o que não estou dizendo - leiam nas entrelinhas pessoas - e então namos lá! [ se por um acaso ouvirem a minha voz, procurem um médico pois não estou dizendo nada...]


Bateu a vontade de escrever algo aqui depois de ter navegado pelo Fez-se o Book e um link ter me conduzido ao Blog Fanzinada e passeando por lá eu tive aquele lampejo de lembrança que esvaiu-se no mesmo instante mas que foi suficiente pra "acender" o sopro disto que me inquieta e me obriga a pegar lápis caneta, tesoura cola, tinta e fazer o que os gregos chamavam ARS e que o hoje é simplesmente chamado arte.


O Fanzinada é um evento surgido aí em meio a efervescência de um movimento de fanzine que começa a estruturar-se de uma outra forma, com uma certa pegada daquilo que caracterizou os movimentos artisticos a cento e tantos anos, o Fanzine antes de Tudo mudo - como disse minha amiga poeta Carol Ribeiro - é um filho de junções. O Renascentista [ que dava 20 ] Leonardo já promovia vez ou otra naqueles tempos encontros de poetas, musicos, atores e pintores, algo que anterior a ele já acontecia nas tabernas quando a galera do mito da cocanha se juntava. O resultado era que vez iu iutra akguém que tinha akgum dominio sobre alguma técnica resolvia experimentar uma aventura fortuita no teritório de uma arte que admirava mas que não era a que ele praticava e daí surgia algo produzido por alguém que gostava sem pretensões de atingir alguma glória ou não.
O inicio do século passado teve isso às revelias, poetas e dramaturgos misturando-se a músicos e pintores, desenhistas e retratistas, fotografos e o pessoal do cinema. Performances, movimentos futuristas, Breton, Dalí, Du Champ , dadaísmo, a bauhauss ... consequência meus queridos... consequencia. E pra você que caiu aqui neste texto por acidente, e ainda não entendeu do que trata-se estou falando desta coisa que você vive e vê todos os dias e não se dá conta! O pós Modernismo.
É um tempo onde o material produzido pelo fã, o Fanzine está dia após dia diante de seus olhos, absorvido já pelos mecanismos culturais, vez ou outra chegando a tevelusão mas já varre a internet que é um vasto território a se explorar - leia Neuromancer do William Gibson - e que ao contrário do que dizia-se a respeito dela, a internet e o meio digital não vieram decretar a morte dos outros meios .

O que percebo é que diante da possibilidade de finitude de algo há uma valorização por conta da possibilidade de resgate da aura... quando decretaram a morte do vinil com o CD o vinil na verdade prosseguiu desobrigado a suprir a chatice mercadológica e continua charmoso enquanto o CD tá passando maus bocados nas mãos dos cartões SD...
Apareceu o PDF, a digitalização e aí surgiu a idéia de que talvez o meio impresso morresse... aposto sim que haverá menos impressos, estes convencionais que são mais do mesmo. Agora estas maravilhas gráficas com folhas texturizadas, capas em relevo, costuradas, e com todo um charme? tá bom! Acaba não xará!

Agora posso voltar ao assunto inicial, O fanzine funciona de acordo com o que disse Marshall Luhan " o meio é a mensagem", é um material feito pelo fã que carrega características do fã e que atinge niveis diferentes de propagação da mensgem, a forma como ele é pensado e feito já é uma mensagem, a maneira como o suporte fisíco é trabalhado, a plasticidade desenvolvida e manipulada fala por si. Quando participei do I Fanzinada lá no ABC   carregava comigo uma carga diferenta da que carregam a galera fanzineira - produtores de fanzine e leitores também - boa parte deles com uma estrada já longa, eu venho de um outro tempo, passei na verdade nuito tempo trabalhando em construções de casa, depois cuidando de jardins, e minhas produções e contatos eram limitados praticamente nulos. Em 2008 comecei a andar com a galera da Cia Trivolim e este universo começou a expandir-se, com os sarais onde aconteciam as performances - com o Dill  Magno inclusive - as cantorias com o Eliezer Teixeira, o Claúdio Ferreira - Músico e artista plástico que confecciona instrumentos inclusive - as danças populares , as contações de histórias- Entende porque falei dos movimentos artisticos no inicio do século? - e eu enfiei-me no meio pois tinha uma habilidade - do latim habilitate - em desenvovimento e aos poucos começava a entender os conceitos estéticos  - estética do grego aisthésis = modo especifico de fazer. - e tudo isso levou-me ao Projeto Sarau Brasilidades - A Cultura em Quadrinhos desenvolvido via prêmio da Funarte, os desdobramentos levaram-me a Fortaleza no Ceará onde conheci o Law Tissot, também com um projeto premiado pela Funarte, e este possibilitou a Fanzinoteca Mutação , coisa de um ano depois nossos caminhos cruzaram-se novamente, os organizadores do Circuito interações estéticas resolveram ter no evento uma mostra Fanzine , e para isso juntaram um Fanzineiro do século passado, uma fotografa e poeta haicaísta - Carol Ribeiro - e este que vos escreve. O resultado é que agora eu deixava de ser um apreciador de Fanzine e passava a editor, curti muito as possibilidades surgidas a partir daí, enquanto isso tomava conhecimento pela net de um  movimento de fanzines concolidando-se nas redes sociais, Surge a Ugra Press e o I Anuário , Marcio Sno e o Doc Fanzineiros do Século passado , a Thina e mais toda a galera com o Fanzinada, isso sen citar toda a nção zineira que stão lincados ao lado direito do blog Fanzinada, da famzinoteca Mutação, do Escarro Napalm, Zinismo e por aí vai...


Não tive como estar presente no I Ugrazine fest, mas fui ao I Fanzinada, estava com um material aguardado que ainda não sabia o que fazer dele, montei às vesperas o Aisthésis #2, e de penetra deixei lá - nem contei pra ninguém que era lançamento - com o Aisthésis #3 foi diferente, lá no Masp com toda essa familia Zineira, montei no mesmo dia com parte do material que tinha pois até o moento são quase 80 folhas desenhadas e não tenho $ pra produzir um zine de 40 pág...
Agora desembarcando em Porto Alegre o Fanzinada leva um pouco daqui e com certeza trará bastante de lá, o intercãmbio é uma característica maravilhosa nisso tudo! O verdadeiro et e nunc  é estar junto e conspirar junto!


Então, que venha o Findo mundo sim, afinal em meio a esta efervescência que agora tem o meio digital como ferramenta pode vir o tranco firme que o nosso reboco aguenta. estou produzindo coisas aqui para o Fanzine Aisthésis #4  muito tomado pelas características de 1984, obra maravilhosa de Orwell, George . a linguagem que uso é HQ de uma forma que não vê-se convencionalmente. A verdade é que a verdade está lá fora e eu abduzido aqui dentro...



percebo que não desenvolvi linha de pensamento com coerência, e fico feliz por ter escrito isso acima...

UM abraço Zineiro em todos vocês!

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